06
MAI
2009
Wolfram, será o fim do Google?
por: Rodolfo Pagotto
Tenho acompanhado a algum tempo em alguns posts um zum zum zum a respeito de uma nova ferramenta de busca, o Wolfram, que viria para desbancar o Google. Para se ter uma idéia, o jornal The Independent, se referiu a novidade como “a invenção que pode mudar a internet para sempre“. Em Harvard, na semana passado, o criador do projeto, apresentou para um grupo seleto a novidade. E as primeiras impressões começam a aparecer em blogs. A unanimidade: não se trata do fim do Google simplesmente porque é diferente. É um sistema mais parecido com a Wikipedia. O seu criador, Stephen Wolfram, prefere chamar seu brinquedo de “computational knowledge engine” (uam espécie de máquina de processamento de conhecimento). Em português mais claro, a diferença para o usuário está mesmo no escopo da busca e na apresentação dos resultados. Ao contrário do Google, que procura por ocorrências de palavras-chave e informações generalizadas em toda a web, o Wolfram atua mais na curadoria de dados de várias fontes, públicas e licenciadas. Logo de cara aparecem dados e gráficos numa apresentação simples e clara, como se estivéssemos ligados a um servidor especializado em “conhecimento”. Por exemplo, uma busca como “o tio do tio do filho do seu irmão” embananaria o Google que não traria nada relevante. Mas o Wolfram apresentaria uma árvore genealógica e o percentual sanguíneo desta relação (3.125%, no caso). Um bauzão de dados que responde a perguntas feitas em linguagem comum, como se estivéssemos perguntando a uma pessoa. O slogan resume: “making the world knowledge, computable” (tornando o conhecimento do mundo mais mastigável).
Assim que tiver mais informações, passo para vocês.
Abaixo, um video (meio embaçado) da apresentação em Harvard que ajuda a entender o sistema um pouco melhor.